sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Manuel Bandeira

   Manuel Bandeira se preocupava mais em deixar aflorar suas emoções do que em se adequar a esta ou àquela tendência.


                                   Manuel Bandeira foi um representante do Modernismo brasileiro
                                  Manuel Bandeira foi um representante do Modernismo brasileiro
   
 Manuel Carneiro de Souza Bandeira nasceu em 1886, em Recife. Em 1890 sua família se transferiu para Petrópolis (RJ), e aos seis anos de idade Bandeira regressou à cidade de Recife, por lá permanecendo até os dez anos. De volta ao Rio, cursou o ginásio, no Colégio Dom Pedro II.
Com 16 anos partiu para São Paulo no intento de cursar a faculdade de Arquitetura na Escola Politécnica, porém, ao contrair tuberculose, precisou interromper sues estudos. Assim, retornou ao Rio de Janeiro à procura de cidades que oferecessem um clima mais propício à cura da doença que o acometera, mas em 1913 foi internado no Sanatório de Clavadel, ficando lá por 16 meses.
Em 1917 publicou seu primeiro livro, “A cinza das horas”. A partir de então deu continuidade à sua produção literária, publicando outra obra em 1919, dessa vez, “Carnaval”. Passando a estabelecer contato com o grupo paulista que participara da Semana de Arte Moderna, conheceu Guilherme de Almeida, responsável por indicar suas obras aos demais. A participação do autor no evento em questão foi de forma indireta, mesmo porque decidiu não criticar publicamente aqueles que consideravam os mestres parnasianos e simbolistas, razão pela qual jamais abandonara o lirismo. Nem tampouco se juntara com veemência àqueles adeptos do tom revolucionário, proposto pelos modernistas natos. Dessa forma, podemos afirmar que suas criações são revestidas por apenas ligeiros aspectos modernistas, como a habilidade de abordar temas cotidianos e a liberdade de expressão, manifestada pelo uso de versos livres.

 Permanecendo no Rio de Janeiro, além de dar continuidade à sua hábil carreira de artista, tornou-se professor de Literatura no Colégio onde estudou (Dom Pedro II). Em 1940 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 1968, naquela mesma cidade.
Em virtude de ter se formado com base nas referências literárias do Parnasianismo e Simbolismo, Bandeira não se mostrou preocupado em se adequar a esta ou àquela tendência, mas sim em proferir de maneira magistral as emoções que desejava transmitir por meio de suas criações. Assim sendo, podemos afirmar que sua criação se subdivide em três vertentes básicas:
  
fase pós-simbolista, na qual deixa escapar traços ainda ligados ao espírito decadentista do Simbolismo, como também à musicalidade formal. Vejamos, pois, uma criação que bem retrata tais aspectos: 


  Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento. . . de desencanto. . .
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente. . .
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.


  A fase modernista, na qual ele “direciona” seus versos para uma linguagem envolta por um tom coloquialista (fazendo uso dos versos livres e brancos). Constatemos outro exemplo:


  Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto
expediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar
com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar
às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados

O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.


  A fase pós-modernista, na qual ele faz uma espécie de mesclagem entre o uso dos versos rimados e tradicionais com o uso de versos livres e brancos, bem como as formas populares, como o rondó – caracterizado por um poema com apenas duas rimas e formado de três estrofes, totalizando quinze versos. Constatemos, portanto, um exemplo:


  Rondó dos Cavalinhos
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Tua beleza, Esmeralda,
Acabou me enlouquecendo.
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O sol tão claro lá fora
E em minhalma — anoitecendo!
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Alfonso Reys partindo,
E tanta gente ficando...
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
A Itália falando grosso,
A Europa se avacalhando...
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O Brasil politicando,
Nossa! A poesia morrendo...
O sol tão claro lá fora,
O sol tão claro, Esmeralda,
E em minhalma — anoitecendo!


  Em todas as fases aqui retratadas há ainda aspectos dignos de menção, entre os quais o fato de nelas prevalecerem três temas dos quais o poeta fez constante uso: a infância, o amor e a morte.

Cuidado com o mau humor ao telefone

Meu nome é Afonso Soares de Melo, e resolvi contar algo que se passou comigo: Estava sentado no meu escritório quando lembrei de uma chamada telefônica que tinha que fazer. Encontrei o número e disquei. Atendeu-me um cara mal humorado dizendo: - Fale!!! - Bom dia. Poderia falar com Andréa? O cara do outro lado resmungou algo que não entendi e desligou na minha cara. Não podia acreditar que existia alguém tão grosso. Depois disso, procurei a minha agenda o número correto da Andréa e liguei. O problema era que eu tinha invertido os dois últimos dígitos do seu número. Depois de falar com a Andréa, observei o número errado ainda notado sobre a minha mesa. Decidi ligar de novo. Quando a mesma pessoa atendeu, falei: - Você é um Filho da puta!!! Desliguei imediatamente e anotei ao lado do número a expressão “Filho da puta” e deixei o papel sobre a minha agenda. Assim, quando estava nervoso com alguém, ou em um mau momento do Dia, ligava prá ele, e quando atendia, lhe dizia “Você é um Filho da puta” e desligava sem esperar resposta. Isto me fazia sentir realmente muito melhor. Ocorre que a Telepar introduziu o novo serviço “bina” de identificação de chamadas, que me deixou preocupado e triste porque teria que deixar de ligar Para o “Filho da puta”. Então, tive uma idéia: disquei o seu número de telefone, ouvi a sua voz dizendo “Alô ” e mudei de identidade: - Boa tarde, estou ligando da área de vendas da Telepar, para saber se o senhor conhece o nosso serviço de identificador de chamadas “bina”. - Não estou interessado! – disse ele, e desligou na minha cara. O cara era mesmo mal-educado. Rapidamente, disquei novamente: - Alô? - É por isso que você é um Filho da puta!!! e desliguei. Aqui vale até uma sugestão: se existe algo que realmente está lhe incomodando, você sempre pode fazer alguma coisa para se sentir melhor: simplesmente disque 0xx41-7643.**** ou o número de algum outro Filho da puta que você conheça, e diga para ele o que ele realmente é. Acontece que eu fui até o shopping, no centro da cidade, comprar umas camisas. Uma senhora estava demorando muito tempo para tirar o carro de uma vaga no estacionamento. Cheguei a pensar que nunca fosse sair. Finalmente seu carro começou a mover-se e a sair lentamente do seu espaço. Dadas às circunstâncias, decidi retroceder meu carro um pouco para dar à senhora todo o espaço que fosse necessário:”Grande!” pensei, “finalmente vai embora”. Imediatamente, apareceu um Vectra preto vindo do outro lado do estacionamento e entrou de frente na vaga da senhora que eu estava esperando. Comecei a tocar a buzina e a gritar: - Ei, amigo. Não pode fazer isso! Eu estava aqui primeiro! – O fulano do Vectra simplesmente desceu do carro, fechou a porta, ativou o alarme e caminhou no sentido do shopping, ignorando a minha presença, como se não estivesse ouvindo. Diante da sua atitude, pensei: “Esse cara é um grande Filho da puta! Com toda certeza tem uma grande quantidade de Filhos da puta neste mundo!”. Foi aí que percebi que o cara tinha um aviso de “VENDE-SE” no vidro do Vectra. Então, anotei o seu número telefônico e procurei outra vaga para estacionar. Depois de alguns dias, estava sentado no meu escritório e acabara de desligar o telefone – após ter discado o 0xx41-7643.**** do meu velho amigo e dizer “Você é um Filho da puta” (agora já é muito fácil discar pois tenho o seu número na memória do telefone), quando vi o número que havia anotado do cara do Vectra preto e pensei: “Deveria ligar para esse cara também”. E foi o que fiz. Depois de um par de toques alguém atendeu: - Alô. - Falo com o senhor que está vendendo um Vectra preto? - Sim, é ele. - Poderia me dizer onde posso ver o carro? - Sim, eu moro na Rua XV, n° 527. É uma casa amarela e o Vectra está estacionado na frente. - Qual e o seu nome? - Meu nome e Eduardo Cerqueira Marques – diz o cara. - Qual a hora é mais apropriada para encontrar com você, Eduardo? - Pode me encontrar em casa à noite e nos finais de semana. - É o seguinte Eduardo, posso te dizer uma coisa? - Sim. - Eduardo, você é um grande Filho da puta!!! – e desliguei o telefone. Depois de desligar, coloquei o número do telefone do Eduardo (que parecia não ter “bina”, pois não fui importunado depois que falei com ele) na memória do meu telefone. Agora eu tinha um problema: eram dois “Filhos da puta” para ligar. Após algumas ligações ao par de “Filhos da puta” e desligar-lhes, a coisa não era tão divertida como antes. Este problema me parecia muito sério e pensei em uma solução: em primeiro lugar, liguei para o “Filho da puta 1″. O cara, mal-educado como sempre, atendeu: - Alô – e então falei: - Você é um Filho da puta – mas desta vez não desliguei. O “Filho da puta 1″ diz: - Ainda está aí, desgraçado? - Siiimmmmmmmm, amorrrrrr!!! – respondi rindo. - Pare de me ligar, seu filho da mãe – disse ele,irritadíssimo. - Não paro nããão, Filho da putinha querido!!! - Qual é o teu nome, lazarento? – berrou ele, descontrolado! Eu, com voz séria de quem também está bravo, respondi: - Meu nome é Eduardo Cerqueira Marques, seu Filho da Puta. Porquê??? - Onde você mora, que eu vou aí te pegar, desgraçado? – gritou ele. - Você acha que eu tenho medo de um Filho da puta? Eu moro na Rua XV, n°527, em uma casa amarela, e o meu Vectra preto está estacionado na frente, seu palhaço filho da puta. E agora, vai fazer o quê???? – gritei eu. - Eu vou até aí agora mesmo, cara. É bom que comece a rezar, porque você já era. – rosnou ele. - Uuiii! É mesmo? Que medo me dá, Filho da puta. Você é um bosta! E eu estou na porta da minha casa te esperando!!! e desliguei o telefone na cara dele. Imediatamente liguei para o “Filho da puta 2″. - Alô – diz ele. - Olá, grande Filho da puta!!! – falei. - Cara, se eu te encontrar vou… - Vai o quê? O que você vai fazer??? Seu Filho da puta! - Vou chutar a sua boca até não ficar nenhum dente, cara!!! - Acha que eu tenho medo de você, Filho da puta? Vou te dar uma grande oportunidade de tentar chutar minha boca, pois estou indo para tua casa, seu Filho da puta!!! E depois de arrebentar sua cara, vou quebrar todos os vidros desta porcaria de Vectra que você tem. E reze pra eu não botarfogo nessa casa amarelinha de bicha. Se for homem, me espera na porta em 5 minutos, seu Filho da puta!!! – e bati o telefone no gancho. Logo, fiz outra ligação, desta vez para a polícia. Usando uma voz afetada e chorosa, falei que estava na Rua XV, n°527, e que ia matar o meu namorado homossexual assim que ele chegasse em casa. Finalmente peguei o telefone e liguei o programa da CNT “Cadeia” do Alborguetti, para reportar que ia começar uma briga de um marido que ia voltando mais cedo para casa para pegar o amante da mulher que morava na Rua XV, n° 527. Depois de fazer isto, peguei o meu carro e fui para Rua XV, n° 527, para ver o espetáculo. Foi demais, observar um par de “Filhos da puta” chutando-se na frente de duas equipes de reportagem, até a chegada de 3 viaturas e um helicóptero da polícia, levando os dois algemados e arrebentados para a delegacia. Moral da história? – Não tem moral nenhuma! Foi de sacanagem mesmo… E vê se atende o telefone educadamente, pois posso ser eu ligando para você por engano… Outro texto engraçado que eu já tinha lido antes.

sábado, 17 de setembro de 2011

Digimon Tamers


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bom eu so fanatico por pokemon e agora achei o site quase perfeito sobre o assunto tem: eps, filmes, jogos, chats e ect...
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Sim sim salabim "como diz Marcelo Tas"! Voltei nao q isto seja bom ja q so tenho 2 seguidores "e um deles e meu primo :("! Mas mesmo assim nao posso deixar voces na mao! Mas em fim pra quem e fã de digimon ai vai o link da saga completa de digimon adventure 1!
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quinta-feira, 24 de março de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011


É pessoal parece que vai estrear nos Estados Unidos da America o manga da nova temporada do yu-gi-oh sendo mais um sucesso! Teremos mais uma aventura de nossos amigos monstros de duelo!

eu jogo o yu-gi-oh sim! ALGUM PROBLEMA?


eu jogo yugioh sim tem algum problema? jogar yugioh e como se fosse joga um baralho so que diferente onde vc nao divide as cartas cada um tem o seu! quando vc jaga (isto nao acontece com todos) vc sente como se os montros estivecem mesmo ali vc acaba meio que sentindo uma adrenalina! alem de ter muita estrategia de jogo pq vc pode ter os melhores cards do mundo mas se vc nao souber usar vc se ferra!
muitas pessoas dizem q isto e coisa de criancinha e de nerd! provavelmente pq nunca jogaram ou nao prestavam muita atençao quando jogo!
se e tao de criança deveria ser facil pra ela conseguir jogar! se e tao facil vem tenta me derrota!
pra todos aqueles que nao tem nada a ver com isso pesso desculpas e que estou cançado dos outros me chamarem de criancinha nerd e quis esclarecer isso obrigado pela atençao.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011


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